Se reinventar se tornou um ciclo

Com o aumento no número de casos de Covid e Influenza, famílias voltam a readaptar suas celebrações.

“Sempre fiz as festas de aniversário do meu filho reunindo os amigos e familiares. Porém, as duas últimas comemorações foram mais íntimas, apenas com o pessoal aqui de casa”, comenta Lilian Lima, coordenadora de marketing digital e mãe do Mateus, de 5 anos. Desde o início da pandemia, a brasiliense que sempre considerou importante celebrar a data, se viu desafiada a reinventar suas celebrações. “Sempre fiz questão de não deixar passar em branco, nem que com apenas um bolinho, pois é algo que a criança entende como um ritual, que ela está crescendo”, continuou.

Com a chegada de um novo ano, as expectativas da população para o fim da pandemia estavam altas, assim como a de uma sociedade totalmente vacinada. Contudo, infelizmente, as primeiras semanas de janeiro não trouxeram tais alívios, e, por enquanto, todo o mundo segue com a realidade dos cuidados extremos com suas famílias para evitar possíveis contágios.

Nem só as famílias precisaram mudar  

Por mais que o momento peça cautela, muitas pessoas não enxergam a possibilidade de deixar de festejar a data especial como uma opção, mesmo que esta sofra algumas alterações. “Sempre gostei muito de aniversários. Sempre procuro uma forma de comemorar, sejam os meus os do meu filho. É o que me motiva”, diz a mãe de Matheus. “Eu entendo que seja muito importante seguir com as tradições. Sabemos que é um período delicado e que não é possível encher a casa, ou fazer algo em locais fechados, mas considero necessário continuar comemorando”, acrescentou Lilian. Diante disso, a criatividade para adaptar as festas de aniversário à realidade da pandemia continuam em alta, e quem sentiu isso foram os empresários do ramo.

Gabriela Leão, diretora e fundadora da Aloha Festas, pioneira em recreação infantil em Brasília, percebeu um novo comportamento das famílias ao realizarem as festas e logo tratou de acompanhá-las. “Muitos pais preferem remanejar os eventos para locais abertos e reduzir o número de convidados”, explica. Outra tendência interessante observada pela empreendedora é que, apesar da menor quantidade de pessoas, os pais investem em mais experiências. “Eles contratam diversas atividades recreativas, oficinas criativas, brinquedos gigantes, enfim, investem em novas e seguras atrações para deixar o momento mais especial possível”, completa Gabriela.

De acordo com Leão, os clientes têm, cada vez mais, pedido atividades que proporcionem maior distanciamento entre as pessoas. “Muitas vezes, mesmo em festas menores, eles solicitam atividades mais especiais para que mesmo uma comemoração pequena não deixe de ser marcante e inesquecível”, compartilha a empresária. Oficinas de bolha de sabão, malabares, musicalização e confeitaria são alguns exemplos de opções que os pais também agregam à festa, mesmo com a quantidade reduzida de crianças. “Acaba sendo uma estratégia segura oferecer mais opções de brincadeiras evitando, assim, que as crianças usem simultaneamente os mesmos objetos”, defende.

Conforme o que declara a proprietária da Aloha, esse formato de festividade não será passageiro. Gabi destaca que, desde a chegada da crise sanitária, foi possível notar que as famílias têm dado mais valor às reuniões íntimas e em aproximar os parentes. “Começamos a dar mais importância aos momentos com aqueles que amamos, então as festas aderiram esse significado”, desenvolve.

Na avaliação do Dr. Victor Bertollo, médico infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, esse momento, que está apresentando um significativo aumento nos casos de Covid e Influenza, ainda oferece riscos. “Temos uma grande parcela da sociedade sem a terceira dose, e essa é fundamental quando se trata da variante Omicron”, argumenta o especialista. Desta forma, o profissional salienta a necessidade de retomar, à risca, todo cuidado e preocupação do início, principalmente quando se trata de aglomerações e comportamentos de higiene.

Aproveitando o verão, famílias apostam em eventos ao ar livre e na parte externa de suas casas para não perderem a oportunidade de celebrar a vida. Neste contexto, os brinquedos infláveis ganharam ainda mais protagonismo. “O nosso Castelo inflável branco é higienizado a cada uso durante a festa e também permite o controle limitado de crianças, para que elas tenham bastante espaço para brincar e não precisem ficar aglomeradas”, comenta a idealizadora da Aloha. Outra alternativa muito procurada pelos pais, como ela afirma, é a brinquedoteca Faz de Conta. “Ela permite criar um cenário grande e interativo, fazendo com que a criançada se espalhe por todo o ambiente”, ressalta.

Outro ponto importante destacado por ela é a presença de monitores vacinados usando máscara e álcool gel, para olhar os pequenos e limitar o número de crianças por vez nos brinquedos. “Temos feito bastante festas mas todas seguindo rigorosamente os protocolos de segurança para que, mesmo seguindo com a vida, não deixemos de prezar pela segurança e pela saúde”, finaliza Gabriela Leão.

 

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Fonte: Jornal de Brasília

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