Dor - você sabe entender e conviver com os sinais do seu corpo

Dor: você sabe entender e conviver com os sinais do seu corpo?

A dor é entendida como uma experiência física e emocional desagradável, podendo ter relação ou não com uma lesão.

Esta é a definição da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), que ainda avalia a dor como uma questão subjetiva, em que cada indivíduo aprende a lidar com ela de uma maneira particular e a partir de suas experiências próprias.

Ela funciona como uma espécie de alerta para o corpo, avisando e prevenindo sobre a ocorrência de certos perigos.

Dor como sinal do corpo

A dor ajuda o corpo humano no sentido de que é um indicativo de que algo não está funcionando da maneira que deveria.

Em vez de recorrer a analgésicos para solucionar ou, pelo menos, amenizar determinadas dores, o mais indicado é procurar uma ajuda profissional.

Um profissional capacitado terá melhores condições para realizar o diagnóstico do problema e proceder com o encaminhamento adequado do tratamento.

O papel protetivo

A dor tem a sua função protetora. Ela impede que se realizem atividades que comprovadamente vão provocar dor, como caminhar após uma torção de pé ou colocar a mão sobre o fogo, por exemplo.

A manifestação da dor

É comum que alguns pacientes se acostumem e aprendam a conviver com uma dor, especialmente a crônica. Como um sinal claro do corpo de que algo não está funcionando corretamente, a dor não pode ser negada ou normalizada. Ela precisa ser tratada.

Dores crônicas sem o devido tratamento podem se agravar e causar muito mal ao corpo.

Identificando as dores

É fundamental ter em mente que diversos tipos de dor podem se manifestar em um corpo. A partir da correta identificação de cada uma, pode ser mais simples descobrir qual o problema que a ocasiona e como curá-la da maneira mais eficaz.

Uma dor aguda, por exemplo, costuma surgir posteriormente a cirurgias, traumas, inflamações, infecções e lesões.

Neste sentido, é comum que a dor vá desaparecendo aos poucos, à medida que a lesão seja tratada ou curada. Mesmo com um prazo para acabar, ela não pode ser negligenciada, pois sendo levada assim pode se tornar uma dor crônica.

Algumas dores crônicas não têm cura, mas podem ter controle com tratamento, como é o caso da enxaqueca. Se você tem dificuldade para diferenciar dor de cabeça comum e enxaqueca, temos um blogpost sobre este assunto

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E-book: Enxaqueca Crônica e a Dor que Nunca Passa: Como um Neurologista pode te ajudar?

 

 

Dores crônicas costumam se estender por mais de três meses, podendo estar ligada a episódios de depressão, alteração de sono ou perturbação em relações sociais.

Essas dores geralmente são bem inconvenientes, pois atrapalham sensivelmente a rotina da pessoa. A redução da serotonina do cérebro, responsável pelas sensações de bem-estar e felicidade, somada ao sofrimento físico, provoca um grande desconforto.

Os sintomas

Cada dor pode ter um significado diferente, a depender do local em que se manifesta. É preciso estar atento aos sinais que o corpo dá. Nem toda dor é algo sério, mas é preciso prestar atenção, principalmente, se ela se estender por mais tempo. 

Existem dores que são relacionadas a problemas musculares ou ósseos, que podem ser devido a uma lesão, pancada ou fratura. 

Dores na cabeça, por exemplo, quando vêm acompanhadas de náusea e vômito ou sinais neurológicos podem indicar uma situação de aneurisma, alteração vascular ou um tumor. 

Dores no peito, quando se espalham para áreas como pescoço, ombros e braços, podem sinalizar para casos de infarto. Além disso, doenças como a pneumonia também apresentam sintomas similares.

Dores abdominais, por sua vez, podem indicar o surgimento de diversos problemas mais graves, como apendicite, úlcera, tumor abdominal ou ainda doenças renais.

Dores que atinjam a panturrilha, acompanhadas de sintomas como vermelhidão e inchaço, podem apontar para tromboses profundas ou problemas vasculares sérios.

Já as dores que atingem o corpo inteiro podem ser sinais de doenças infecciosas ou de fibromialgia.

Precisamos entender os sinais dos nossos corpos para que problemas pequenos se compliquem e tornem algo maior. Um machucado pode não ser nada sério, mas se ele não for tratado e infeccionar, pode levar a consequências bem mais sérias. 

Por isso, conte sempre com ajuda profissional para tratar dores, principalmente se elas se mostrarem recorrentes.  

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