Crianças devem ir à escola quando pais estão com Covid ou gripe?

Médico infectologista destaca alguns ajustes que podem ser feitos para não prejudicar rotina das crianças

Um diagnóstico de Covid-19 ou de gripe dentro de casa pode mudar toda a logística de uma família. Quando os pais são infectados, é preciso ter atenção redobrada para evitar a transmissão do vírus para os filhos.

O isolamento responsável da pessoa doente pode garantir que a criança continue a frequentar a escola normalmente, de acordo com o médico César Carranza, infectologista do Hospital Anchieta de Brasília.

“Elas podem manter sua presença nas escolas desde que não apresentem sintomas. Mas isso depende muito do grau de isolamento que a pessoa infectada consegue manter dentro de casa”, afirma.

O ideal é que o paciente permaneça em um cômodo privativo, bem arejado, mantido com a porta fechada e com banheiro exclusivo durante cinco a 14 dias, a depender do diagnóstico. Todas as outras pessoas devem usar máscara dentro de casa e a pessoa infectada deve usá-la quando abrir a porta ou sair do cômodo por qualquer motivo.

Quando estes cuidados não podem ser seguidos – seja pela estrutura da residência ou pela falta de um adulto saudável para cuidar das crianças –, o ideal é que elas permaneçam em casa até uma semana após a conclusão do isolamento dos infectados.

“Esse período extra serve para observar sintomas respiratórios nas crianças que, se infectadas, na grande maioria das vezes desenvolvem sintomas até uma semana após o último contato com uma pessoa doente”, explica Carranza.

As medidas de higiene devem ser reforçadas e deve-se tentar sempre manter a ventilação natural, abrindo as janelas e portas de todos os espaços da casa sempre que possível. Além disso, deve ser evitado ou limitado ao mínimo o contato próximo com o doente e as refeições devem ser feitas em horários diferentes para o doente e os saudáveis.

Primeiros sintomas

Sem a vacinação completa, as crianças de até 11 anos são, atualmente, o grupo menos protegido contra a Covid-19 no país. Além do risco de complicações pelas doenças, elas podem tornar-se vetores de contaminação quando entram em contato com outras pessoas em escolas e creches.

Mesmo os responsáveis que estiverem apenas com sintomas iniciais, sem a confirmação de diagnóstico para as doenças respiratórias, devem ter cuidado.

“Na situação da pandemia atual, e com o surgimento da influenza H3N2 em várias cidades brasileiras, qualquer pessoa gripada dentro de casa representa risco não somente para as crianças mas para todas as pessoas de convivência mais próxima”, ressalta o médico infectologista.

 

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Fonte: Metrópoles

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