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Contraceptivos podem ser automedicados?

Métodos contraceptivos, no geral, são todas as formas usadas para evitar a gravidez. A camisinha feminina ou masculina, por exemplo, além de evitar a gestação indesejada também evita infecções e doenças sexualmente transmissíveis. Alguns contraceptivos podem ser automedicados e outros não. Os métodos hormonais e internos, como o Dispositivo Intrauterino (DIU), são contraceptivos que não podem ser automedicados.

Desde que foi criado, em 1960, a pílula contraceptiva  vem sendo aprimorado para trazer às mulheres mais autonomia e segurança. Hoje, é considerado o método mais utilizado, com eficácia em torno de 99%.

Os tipos de contraceptivos disponíveis no mercado são variados e podem ou não ser hormonais:

  • Pílula anticoncepcional;
  • Implante anticoncepcional;
  • Dispositivo Intrauterino (DIU);
  • Camisinha masculina e feminina;
  • Diafragma vaginal;
  • Anel vaginal;
  • Anticoncepcional injetável;
  • Adesivo anticoncepcional;
  • Laqueadura ou vasectomia.

Contraceptivos podem ser automedicados?

No mercado de medicamentos, podemos encontrar uma variedade de anticoncepcionais que vão desde pílulas até adesivos contraceptivos, e a melhor forma para você escolher qual anticoncepcional usar é conversando com um ginecologista.

Cada organismo se adequa melhor a uma maneira e só um médico é capaz de te avaliar sua saúde, seu histórico médico e propor a solução mais adequada. É claro que a sua opinião e sua experiência é fundamental, pode ser que algum dê efeitos colaterais indesejados. Não há problema em mudar o método, mas é importantíssimo que faça isso sempre com ciência do ginecologista. Pode levar um tempinho para você encontrar um que você se adeque, mas a prioridade é sempre você se sentir bem.

Qualquer mulher pode usar anticoncepcionais?

Não. Nem toda mulher pode fazer uso de hormônios anticoncepcionais. Esses remédios são contraindicados em determinadas condições de saúde, como, por exemplo:

  • Fumantes com mais de 35 anos;
  • Pessoas com doenças cardiovasculares;
  • Hipertensas;
  • Mulheres com sangramento uterino anormal;
  • Enxaquecas relacionadas a fatores neurológicos;
  • Câncer de mama ou suspeita.

Essas são algumas condições de saúde em que o uso dos remédios contraceptivos hormonais deve ser evitado.

Ainda existem situações que precisam da supervisão criteriosa de um médico, como no caso de anemia. Os anticoncepcionais também não podem interagir com determinados tipos de medicamentos e só uma análise clínica pode esclarecer.

Efeitos positivos dos contraceptivos hormonais

Os métodos contraceptivos em forma de medicamento (pílula), disponíveis no mercado, evitam a gravidez, auxiliam na diminuição da cólica menstrual, reduz o fluxo da menstruação e aliviam os sintomas da TPM, além de diminuírem as chances de cistos no ovário.

Mesmo que os contraceptivos sejam, algumas vezes, até acessíveis sem uma receita médica, a prescrição médica é indispensável. Estes medicamentos, assim como qualquer outro, podem causar efeitos colaterais se usados de forma indiscriminada. Conheça alguns dos problemas no próximo tópico.

Riscos do uso sem orientação

Com a exceção da camisinha, evite fazer uso de contraceptivos sem antes passar pela análise médica.

Os remédios contraceptivos são tarja vermelha, isto é, devem ser vendidos com apresentação de receitas médicas, mas não há necessidade da farmácia reter uma via. Essa classificação é justamente por conta dos riscos que os efeitos colaterais que podem causar.

Os anticoncepcionais são elaborados com base em hormônios (estrogênio e progesterona) com formulações e doses bem variadas, ou seja, cada marca tem suas particularidades e diferenças.Por isso, escolher o anticoncepcional com base em experiências de outras pessoas é um grande erro.

Claro que a gente sempre compartilha nossas experiências e um testemunho bom ou ruim é sempre um diferencial, mas isso não pode ser o fator determinante. Conte com o seu ginecologista para dividir seus anseios e angústias sobre o uso dos anticoncepcionais é excelente para que ele te recomende a melhor opção para você.

Efeitos colaterais da automedicação

Por mais seguro que seja, quando há a ausência de análise médica, o uso do anticoncepcional pode causar diversos efeitos colaterais como: enjoo, vômito, mudança de humor, dores de cabeça, cansaço, acne, manchas na pele, tontura, alteração da libido e o efeito mais temido pelas mulheres: ganho de peso.

Em casos mais graves, até trombose ou câncer.

Raros são os casos em que contraceptivos podem ser automedicados

A única situação em que contraceptivos podem ser automedicados são em excepcionais casos de urgência, como por exemplo, as pílulas do dia seguinte. Nessas ocasiões, os contraceptivos podem ser automedicados, isso com adendo de uma consulta prévia com o médico para discutir com o médico qual o melhor e os prós e contras do uso.

Quando questionar se os contraceptivos podem ser automedicados, lembre-se de todas as informações que passamos acima e não arrisque. O auxílio médico é sempre o melhor caminho para um uso correto e seguro de contraceptivos.

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