Cistos em excesso no ovário

Entenda a síndrome que acomete mulheres em idade reprodutiva e que pode causar infertilidade. Especialistas explicam os sintomas e recomendam possíveis tratamentos

Se você é mulher em idade reprodutiva e tem observado queda de cabelo, além do aparecimento em quantidade anormal de pelos e de acnes pelo corpo, fique atenta, pois esses são sinais característicos da síndrome do ovário policístico. “Um distúrbio endocrinológico, hormonal, caracterizada por irregularidade menstrual, hirsutismo e acne associados à presença de cistos acumulados na periferia do ovário”, conceitua José Gomes, médico ginecologista do Hospital Anchieta de Brasília.

Contudo, o médico alerta que a condição também pode ser assintomática e que, se não for descoberta a tempo, pode evoluir para um quadro de infertilidade. “Pacientes que ficam sem ter a menstruação, teoricamente, entram em um processo que chama anovulação crônica. E, como elas não ovulam, não vão engravidar. Então, dependendo dos casos mais avançados, a doença pode evoluir para um quadro de infertilidade”, detalha.

No Brasil, estima-se que esse distúrbio atinja, aproximadamente, 13% das mulheres em idade fértil, o que representa um total de 2 milhões. José Gomes aponta que a condição é mais comum entre mulheres na faixa dos 30 aos 40 anos, mas jovens que já menstruaram pela primeira vez também podem desenvolvê-la.

A estudante Vitória Vieira, 24, foi diagnosticada com a doença com apenas 17 anos e, ainda jovem, teve de aprender a cultivar hábitos mais saudáveis. “Foi necessária uma adaptação e muita determinação para mudar o estilo de vida. Comecei a me alimentar de forma mais saudável e a praticar regularmente atividade física, o que, no início, foi desafiador, mas, com o passar do tempo e a compreensão de que era indispensável, virou parte da minha rotina”, conta.

Por sorte do destino, ou melhor, muito empenho da parte dela, em um exame de imagem realizado há dois meses, Vitória descobriu que não tinha mais nenhum sintoma da doença. “Eu me sinto orgulhosa da minha determinação no tratamento da doença. Apesar de não apresentar sintomas e alteração no exame atualmente, continuo com os hábitos saudáveis que aumentaram minha qualidade de vida.”

*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte

Veja matéria Aqui:https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2010/01/07/interna_ciencia_saude,164934/cistos-em-excesso-podem-provocar-cancer-e-levar-a-infertilidade.shtml

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