intolerância a lactose

4 cuidados que quem sofre de intolerância à lactose precisa ter

Ao passar pelo setor de laticínios no supermercado, você já deve ter percebido a frase: “sem lactose”. Esses produtos existem, de fato, para atender às pessoas que têm intolerância à lactose, um distúrbio que gera incapacidade no indivíduo de digerir o açúcar presente no leite.

É um distúrbio muito comum que afeta boa parte da população brasileira e se caracteriza pela diminuição ou ausência de uma enzima intestinal chamada lactase. Essa enzima é responsável pela digestão do açúcar do leite. Os sintomas mais comuns são dor abdominal, distensão, flatulência e diarreia, que ocorrem minutos ou horas após a ingestão de leite ou derivados que contenham lactose.

Por que a intolerância à lactose acontece?

Ela pode ser congênita, primária ou secundária.

No primeiro caso, de ocorrência rara, a criança já nasce com o distúrbio.

Na intolerância à lactose primária, o distúrbio vai surgindo progressivamente com o passar da idade. Essa é a forma mais comum.

Na intolerância secundária o quadro é decorrente da presença de uma outra doença intestinal.

Quando essa enzima não é produzida ou se apresenta em baixa quantidade, o açúcar do leite chega ao intestino grosso sem ser digerido. No intestino grosso, as bactérias ali presentes, irão fermentar essa lactose não digerida, ocasionando a produção de grande quantidade de ácido lático e gases, responsáveis pelos sintomas.

Agora que já sabemos como ela se manifesta, vamos falar sobre como diagnosticá-la.

Qual exame diagnostica a intolerância à lactose?

Caso você perceba que a ingestão de leite ou seus derivados (leite, requeijão, manteiga, sorvete…) estão te causando algum sintoma como dor de barriga, flatulência, indigestão, principalmente, se ingeridos em alta quantidade, talvez seja a hora de consultar um médico.

 

Nestes casos, você deve procurar por um gastroenterologista, que é o médico especialista em doenças do aparelho digestivo. O Dr. Júlio Veloso, gastroenterologista e endoscopista do IAD, clínica aqui do Hospital Anchieta, explica que o diagnóstico pode ser realizado através de um exame de sangue ou de um teste respiratório.

 

Vamos conhecer quais são?

 

O teste de tolerância à lactose por exame de sangue consiste na ingestão de uma quantidade pré-determinada de lactose. São colhidas amostras de sangue em vários momentos, antes e depois da ingestão da lactose, para dosagem da quantidade de glicose no sangue. Nas pessoas intolerantes não haverá aumento significativo da dosagem de glicose no sangue.

 

Outro exame que pode ser recomendado também para o diagnóstico é o exame de hidrogênio expirado (teste respiratório). Ele funciona de forma semelhante ao anterior, porém ao invés do médico analisar a glicose no sangue, ele avalia a quantidade de hidrogênio no ar expirado.

Agora que já falamos como se diagnostica a intolerância, vamos abordar alguns cuidados essenciais para pessoas que sofrem com o problema.

Dicas e cuidados que quem sofre de intolerância a lactose deve ter

Acerte a sua dieta

Se você já realizou os exames e, de fato, possui algum grau de intolerância, precisa ajustar a dieta para que os sintomas desapareçam. Uma das recomendações médicas iniciais é retirar leite e derivados do cardápio.

Com o acompanhamento de especialista, esses alimentos podem ser reinseridos na dieta, para que seja possível verificar as quantidades suportadas pelo organismo sem que os sintomas se manifestem.

Faça substituições saudáveis

Sabemos o quanto é difícil abrir mão de certas receitas. No entanto, é possível substituir alguns ingredientes. O leite de vaca pode ser substituído pelo leite de soja, de arroz, de coco ou até de amêndoas. Em alguns casos, é possível produzi-los em casa, com ingredientes naturais.

Já para quem não abre mão do queijo, o tofu pode entrar como uma opção, além de já haver algumas opções de queijo sem lactose. Outra ideia é inovar nos acompanhamentos. Pesto de manjericão, geleias naturais e húmus são exemplos que vão muito bem com pão francês ou torrada.

Para repor o cálcio necessário ao organismo, é possível apostar em vegetais verde-escuros, como brócolis, couve-manteiga, espinafre, rúcula e ervilha. Outros alimentos também possuem cálcio, a exemplo de salmão, sardinha e ovo.

Cuidado com os alimentos disfarçados

Chocolates, manteigas, biscoitos recheados, achocolatados, pães do tipo bisnaguinha ou vitaminados e até cereais. Alguns desses alimentos levam leite ou, em alguns casos, são manipulados após o contato com outros produtos que possuem traços de leite.

Portanto, é imprescindível ler os rótulos dos produtos. Na hora de comprar, também é importante escolher alimentos que apresentam rótulos, já que é ali que você encontra informações.

Não se engane: intolerância à lactose é diferente de alergia à proteína do leite

Na alergia à proteína do leite, o indivíduo não pode ter contato com o leite. Geralmente, os primeiros sintomas aparecem na infância e costumam se manifestar no máximo duas horas após a exposição ao leite de vaca. Além de sintomas digestivos, é possível verificar, ainda, sintomas respiratórios como a bronquite e na pele, como coceira e urticária.

Lembre-se: procure o médico em caso de dúvidas. O Hospital Anchieta está de portas abertas para recebê-los! Para ler mais artigos como esse, acompanhe nosso site.

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