Especialista do Hospital da Mulher Anchieta explica como é o acompanhamento feito durante a gestação e quais exames ajudam a mãe e o bebê a passarem por esse período sem tantas surpresas

A gravidez é um momento único, diferente e repleto de dúvidas na vida de uma mulher. O corpo muda, os hormônios parecem entrar numa guerra e os sentimentos se afloram numa velocidade jamais sentida. Nessa hora, o pré-natal passa a ser rotina na vida da mãe e se torna uma espécie de supervisão da natureza pelos olhos e cuidados do médico.

É durante o pré-natal que o desenvolvimento do bebê é monitorado. O conjunto de ações garante acompanhamento da saúde da futura mamãe e, com medidas de prevenção e detecção precoce, possíveis doenças já existentes ou que estejam se manifestando de forma silenciosa são descobertas, além de analisar problemas fetais intra-úteros e alterações placentárias. “É o momento em que a paciente vivenciará uma nova fase em sua vida e deverá ter o apoio de profissional médico capacitado para que a gravidez transcorra da melhor forma e algumas dúvidas possam ser bem esclarecidas”, explica o ginecologista-obstetra responsável-técnico do Hospital da Mulher Anchieta, Dr. José Moura.

E esse apoio profissional é necessário antes mesmo de engravidar, quando a família ainda está no planejamento da gestação. “A consulta pré-convencional é importante para que possam ser identificados fatores de risco que alterem o fluxo normal da gravidez, como abortamento, parto prematuro, hipertensão ou diabetes gestacional. Nessa consulta, o médico ginecologista-obstetra irá fazer uma anamnese e exame físico bem detalhado. É ideal que seja realizada, ao menos, três meses antes de começar as tentativas de engravidar para que possíveis patologias possam ser identificadas e possa ser prescrito o ácido fólico, que será utilizado por até 12 semanas e visa diminuir possíveis alterações no sistema nervoso do bebê”, afirma Dr. José Moura.

Segunda gravidez e agora um pré-natal bem feito
Foi o que fez a paciente Cíntia Andrade, que procurou o Hospital da Mulher e iniciou acompanhamento para ter uma gravidez saudável. “Na minha primeira gravidez eu não tive o acompanhamento que tenho hoje e, infelizmente, minha filha nasceu antes do tempo e nós a perdemos. Foi na emergência do Hospital Anchieta, quando vivemos momentos muito difíceis que eu conheci o Dr. José Moura. Ele fez o parto dela e nos deu muito conforto. Agora, por causa dele, eu e meu marido tivemos segurança para tentar ter um filho novamente”, conta Cíntia que está com 32 semanas de gravidez e espera um menino.

O pré-natal no caso dela foi fundamental para detectar a incompetência istmo-cervical, que é a dificuldade de manter uma gravidez. “A história da Cíntia é bem bonita e diferente das demais. Fizemos nela o procedimento de cerclagem, que não é comum durante a gestação. Ele consiste em uma sutura em bolsa de tabaco ao redor do colo uterino com material absorvível. A sutura é colocada o mais alto possível, sem dissecção da bexiga ou do reto. É algo que acomete 1% das mulheres”, explica o ginecologista-obstetra Dr. José Moura.

Foto: Elton Pedro

Após a cerclagem, a paciente fez um novo exame que mostrou o colo uterino muito fino. “Quando fizemos o segundo exame morfológico, o Dr. Moura me pediu para vir imediatamente para o Hospital da Mulher, onde estou internada há 76 dias. Meu pré-natal tem sido ótimo e hoje sei o quanto é importante ter essa assistência e esclarecimento de dúvidas. Tenho tido muito apoio aqui, com pessoas maravilhosas me dando carinho, vários bom-dias com sorrisos lindos. Se não fosse isso, eu não conseguiria ficar esse tempo todo de repouso total. Eu me sinto abençoada, com a estrutura e atenção que preciso. Parece que estou em um hotel”, conta Cíntia Andrade, que comemora cada nova semana de gestação.

Do pré-natal para o parto
As visitas periódicas ao ginecologista-obstetra ajudam a organizar e entender as mudanças durante a gravidez. São nesses encontros que a mulher recebe informações sobre hábitos de vida, como ter alimentação saudável, higiene, uso de medicações, prática de exercícios físicos, consumo de álcool e fumo, vacinas e outras situações que vão surgindo nesse período.

Após um ciclo de consultas, é chegada a hora do parto e a saúde da mãe e do bebê estão acima de tudo. “O parto normal pode ser preparado e controlado com apoio psicológico, favorece menor dor no pós-parto, menor frequência de complicações como hemorragias e infecções puerperais, além de ter uma recuperação mais rápida e menor risco para futuras gestações. No momento do nascimento do bebê, o profissional irá identificar a situação da mãe, do bebê, a dilatação e aí então conduzirá o melhor para garantir que tudo ocorra bem”, salienta o responsável-técnico do Hospital da Mulher Anchieta, Dr. José Moura.

Exames de prevenção e planejamento da Gravidez
Papanicolau (preventivo), hemograma, glicemia, HIV, VDRL, Rubéola, Toxoplasmose, Citomegalovírus, Hepatite B e C, HTLV, exames de urina e parasitológico de fezes

Exames do Pré-Natal
Hemograma completo, glicemia, tipagem sanguínea e fator RH, VDRL, Anti-HIV, Hepatite B e C, Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, HTLV, exames de urina e parasitológico de fezes

Consultas do Pré-Natal
O total de consultas deve ser de, no mínimo, seis e realizadas da seguinte forma:
– Mensalmente até a 28ª semana
– Quinzenalmente da 28ª a 36ª semana
– Semanalmente até a 41ª semana

Sobre o Hospital da Mulher
O Hospital da Mulher é formado por profissionais qualificados e preparados para receber as gestantes. Com uma equipe médica coesa, responsável pelo ambulatório e Pronto-Socorro, conta com fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas que dão o suporte para as pacientes. O ambiente recém-construído é amplo, com instalações aconchegantes e preparado para garantir um atendimento satisfatório, eficiente e seguro.